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quarta-feira, abril 11, 2012

Uma nova ciência: Análise do Ciclo de Vida (ACV)

Uma nova ciência: Análise do Ciclo de Vida (ACV)


A busca de um bem viver mais generalizado e o cuidado para com a situação global da Terra está aprofundando cada vez mais a nossa consciência ecológica. Agora impõe-se analisar o rastro de carbono, de toxinas, de químicas pesadas, presentes nos produtos industriais que usamos no nosso dia-a-dia. Desta preocupação está nascendo uma verdadeira ciência nova que vem sob o nome de ACV: Análise do Ciclo de Vida. Monitoram-se os impactos sobre a biosfera, sobre a sociedade e sobre a saúde em cada etapa do produto, começando pela sua extração, sua produção, sua distribuição, seu consumo e seu descarte.
Demos um exemplo: na confecção de um vaso de vidro de um kg entram, espantosamente, 659 ingredientes diferentes nas várias etapas até a sua produção final. Quais deles nos são prejudiciais? A Analise do Ciclo de Vida visa a identificá-los. Ela se aplica também aos produtos ditos verdes ou ecologicamente limpos. A maioria é apenas verde no fim ou limpos só na sua utilização terminal como é o caso do etanol. Sendo realistas, devemos admitir que toda a produção industrial deixa sempre um rastro de toxinas, por mínimo que seja. Nada é totalmente verde ou limpo. Apenas relativamente ecoamigável. Isso nos foi detalhado por Daniel Goleman, com seu recente livro Inteligência ecológica (Campus 2009).
O ideal seria que em cada produto, junto com a referência de seus nutrientes, gorduras e vitaminas, deveria haver a indicação dos impactos negativos sobre a saúde, a sociedade e o ambiente. Isso vem sendo feito nos EUA por uma instituição Good Guide, acessível pelo celular, que estabelece uma tríplice qualificação: verde, para produtos relativamente puros, amarelo se contém elementos prejudiciais mas não graves, e vermelho, desaconselhável por seu rastro ecológico negativo. Agora inverteram-se os papéis: não é mais o vendedor mas o comprador que estabelece os critérios para a compra ou para o consumo de determinado produto.
O modo de produção está mudando e nosso cérebro não teve tempo suficiente ainda acompanhar essa transformação. Ele possui uma espécie de radar interno que nos avisa quando ameaças e perigos se avizinham. Os cheiros, as cores, os gostos e os sons nos advertem se os produtos estão estragados ou se são saudáveis, se um animal nos ataca ou não.
Ocorre que o nosso cérebro não registra ainda mudanças ecológicas sutis, nem detecta partículas químicas disseminadas no ar e que nos podem envenenar. Introduzimos já 104 mil compostos químicos artificiais pela biotecnologia e pela nanotecnologia. Com o recurso da Análise do Ciclo de Vida constatamos o quanto estas substâncias químicas sintéticas, por exemplo, fazem diminuir o numero de espermatozóides masculinos a ponto de gerar infertilidade em milhões de homens com foi comprovado por T.Colborn no livro O futuro roubado (1997).
Não se pode continuar dizendo: as mudanças ecológicas só serão boas se não afetarem os custos e os rendimentos. Esta mentalidade é atrasada e alienada pois não se dá conta das mudanças havidas na consciência. O mantra das novas empresas é agora:”quanto mais sustentável, melhor; quanto mais saudável, melhor; quanto mais ecoamigável, melhor”.
A inteligência ecológica se acrescentará a outros tipos de inteligência, esta agora mais necessária do que nunca antes.
Leonardo Boff

segunda-feira, abril 09, 2012

Aterros de Calgary



Este texto foi enviado por nossa colaboradora Luciana Machado, que mora no Canadá e vai nos contar as soluções encontradas para construir uma cidade sustentável.
Quais são os tipos de lixo que os Calgarians jogam fora?
A partir do estudo de lixo sabemos que o lixo de uma casa unifamiliar típico inclui o seguinte:


Como funcionam os aterros Calgary ?
Aterros sanitários modernos de hoje são muito diferentes do que os lixoes de décadas antes. Nossos aterros são altamente projetados e sofisticadas instalações que cuidadosamente administram os nossos resíduos para um impacto mínimo ao meio ambiente.
Antes de abrir um aterro sanitário, que exige de engenharia extensa e planejamento para incluir recursos que são projetados especificamente para proteger o meio ambiente de efeitos adversos.
Esses recursos incluem camadas de argila compactada, materiais sintéticos e cascalho que “linha” no fundo de um aterro para conter o lixo e recolher resíduos líquidos (chorume). Camadas de lixo são fortemente compactados para reduzir o volume – tanto para economizar espaço e reduzir a quantidade de oxigênio no lixo. Cada camada é então coberta com terra para continuar a conter o lixo.


Finalmente, quando um aterro é fechado, é tampado com mais camadas de solo, semelhante ao forro, e recuperado sendo este coberto com terra vegetal e replantando a superfície com vegetação natural. O resultado é uma envolvente sepultamento do nosso lixo, que armazena os nossos resíduos em uma estrutura de aterro controlado e monitorado continuamente.
O que acontece quando se fecha um aterro sanitário?
Quando um aterro é fechado, continuamos a monitorá-lo para ver como o lixo se decompoe e como isso poderia impactar o ambiente circundante. Estudos mostram que o processo de decomposição em um aterro sanitário é extremamente lento. Na verdade, alguns resíduos como o vidro, metais e plásticos não podem se decompor.


Neste tipo de ambiente fechado com pouco oxigênio, os resíduos orgânicos encontrados em nosso lixo produzem gás de aterro sanitário, que consiste aproximadamente de dióxido de carbono e partes iguais de metano (um gás de efeito estufa que é 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono) – tornando nossos aterros a número de um em producao de efeito estufa sendo que esta e unica fonte em calgary.
Como a água da chuva e dos resíduos líquidos percorrem através do lixo, eles se misturam para se tornar uma especie de chorume , uma sopa de lixo altamente concentrado que pode ter efeitos adversos sobre o meio ambiente. Este chorume precisa ser continuamente coletados através de um sistema de tubos e removido para o tratamento..
Por que precisamos de aterros sanitários?
Enquanto nós produzimos lixo, vamos precisar de aterros para armazená-lo. No passado, os espaços aterro tinham possibilidades de reutilização limitada. Eles não poderiam ser usados como espaço residencial ou comercial, devido à natureza instável de lixo, uma vez que se instala e a necessidade de monitorar chorume toxicos e produção de metano.
Hoje, somos capazes de dar a estes espaços uma nova vida. Por exemplo, temos o orgulho de ser um parceiro na *Floresta Blackfoot – em quarto lugar na família de Floresta de berço BP. Estamos muito animados com a oportunidade de recuperar este antigo aterro (aterro Blackfoot ) e transformá-lo em um espaço verde que será mais uma vez ver o uso público para todos os Calgarians.


Através de extensas melhorias ambientais, o aterro já foi adaptado com modernos recursos sanitários destinados a proteger o ambiente natural na área circundante. Essas melhorias também irá permitir-nos continuar a monitorar e controlar este site antigo, embora seja apreciado como um parque público.
Qual é o objetivo A Cidade de resíduos em longo prazo?
A melhor opção ambiental é reduzir nossa dependência de aterros sanitários ao invés de transformar tais grandes áreas de terra em um local de eliminação de resíduos com potencial de reutilização limitada e com necessidade de acompanhamento contínuo e controle.
Nosso objetivo de longo prazo é reduzir a quantidade de resíduos enviados para nossos aterros para apenas 20% e de reciclagem ou recuperação de 80% até o ano de 2020. Temos um longo caminho a percorrer. Atualmente, os números são ao contrário – os resíduos para o aterro é de 80% e atualmente reciclam 20%.


Você pode fazer sua parte para ajudar a reduzir a quantidade de lixo sendo colocado em aterros sanitários em Calgary, tornando a decisão de reduzir, reutilizar ou reciclar antes de colocar o lixo no lixo. Para mais informações sobre reciclagem residencial, compostagem e redução de resíduos, visite Calgary Recicla.
Como você proteger a saúde pública e segurança?
Operação do aterro municipal é regulada pela Província, sob a jurisdição do Meio Ambiente Alberta. O governo concede à cidade uma Aprovação Operacional que especifica todos os requisitos que devem ser cumpridos para garantir o aterro está operando de forma segura. Sob os regulamentos provinciais, o desenvolvimento residencial deve ser localizado pelo menos 300 metros de uma fronteira de propriedade aterro.
A cidade tem a sua responsabilidade para proteger a saúde pública eo meio ambiente a sério. Um programa de monitorização de rotina é realizado durante todo o ano para as águas subterrâneas da amostra e condições de solo vapor. O monitoramento continua, mesmo depois de um aterro sanitário não está mais em uso ativo.


Como é um aterro recuperado?
Floresta Blackfoot
Não só tem a Mata berço BP recuperado o aterro com o plantio de 6.000 novas árvores, o sistema de raiz de árvore também servirá como umidade e controle de erosão para toda a área. Árvores também são importantes na redução de gases de efeito estufa produzido por aterros sanitários. Além disso, a floresta tem se beneficiado da reutilização de muitos componentes reciclados incluindo o seguinte:


30.000 metros cúbicos de barro reciclado foram resgatados a partir de vários projetos de desenvolvimento ao redor de Calgary.
2.000 metros cúbicos de composto de folhas foram utilizadas, 320 metros cúbicos de mulch foram usadas a partir de do programa anual de Reciclagem de árvore deNatal.


Outras notáveis características ambientais da floresta incluem um sistema de irrigação de alta eficiência alimentado por painéis solares, bem como o plantio de espécies nativas na parte mais íngreme da encosta. A próxima fase desta floresta irá incluir a naturalização do resto da encosta com plantas indígenas.
Esta é uma das maiores iniciativas de greening na história de Calgary.

Luciana Machado, colaboradora da RECRIAR no Canadá

sexta-feira, março 30, 2012

Como lidar com a Fecofobia?

O arquiteto e urbanista André Soares, fala de forma objetiva à respeito dos problemas relativos à esgoto, permacultura e sustentabilidade. Narra uma experiência pessoal e suas idéias para um mundo mais limpo. Bem interessante!!! Vale a pena !!!



quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Festa no Mar!!

 
Para quem aprecia a cultura Afro-Brasileira, hoje é dia de Yemanjá. Pra mim, grande dia de festa!!!  Clara Nunes bem retratava essa cultura e adorava cantar ao lado do mar. Segue a letra de uma música, também interpretada por Marisa Monte.
 
Lenda das Sereias 

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar

Mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante

Olha o canto da sereia
Ialaó, oquê, ialoá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com as doces melodias
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Nosso grande ativista ambiental

" No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a floresta amazônica. Agora, percebi que estava lutando para salvar a humanidade". Chico Mendes

Seringueiro, líder sindical e um dos primeiros (ou o primeiro) brasileiros a levantar a bandeira da sustentabilidade e meio ambiente. Fico bem triste de ver que pouco se fala desta figura importante da história do nosso país e da humanidade. 

Se quiser saber mais: www.chicomendes.org.br 


quinta-feira, janeiro 26, 2012

O preço do progresso

www.direcaolivre.com
 Quando criança, até mais ou menos meus 12 anos, sempre passei minhas férias em Santos-São Paulo. Na verdade, minhas recordações da cidade não são tão positivas, mas o que valia mesmo era curtir minha família e sair de São Paulo.

Depois de alguns anos, a cidade de Santos ficou muito melhor... Policiais pra toda parte, o calçadão foi revitalizado, limparam os canais (uma das minhas péssimas lembranças) e a vida ficou mais bonita. Parece que até os turistas aprenderam a respeitar mais este lugar. Cidade grande, com tudo à disposição, e com praia.

Estou em Santos mais uma vez e, apesar de hoje ser o aniversário da cidade, não é por isso que escrevo. É mera coincidência! Me chama a atenção como as pessoas transformaram esta cidade num pólo de comércio e indústria e ainda conseguem preservar a natureza.

Me lembro que, do apartamento onde fico, e sempre fiquei, que fica de frente para o mar, era possível ouvir o barulho das ondas à noite, quando ia dormir. Hoje, isso não é mais possível. Só se escuta o barulho de carros, buzinas, pessoas e mais pessoas e mais pessoas conversando.

Andando na calçada, do lado oposto ao mar, é horrível sentir o "cheiro" do gás carbônico dos ônibus. Os pontos de parada de ônibus obrigam as pessoas a ficarem no meio da calçada e a gente tem que passar pedindo licença o tempo todo. Daí, quando o ônibus para, lá vem o fedor e o barulho. Barulho é tudo por aqui... prédios novos sendo construídos por toda parte e reformas, muitas reformas. 

Tudo isso me faz refletir: qual é o preço que pagamos pelo progresso? Não sou contra progresso, de forma alguma, mas acho que estamos perdendo muita coisa boa... mas deve ser assim mesmo.

Ao mesmo tempo, a cidade de Santos tem uma alegria e o mar, que é sinônimo de vida. E não é só isso que a cidade oferece. Além de beleza natural e de lugares ótimos para mergulho, como Ilha Grande, por exemplo, tem ainda o maior porto da América Latina, a Bolsa Oficial do Café, boas universidades, o Santos Futebol Clube e os santistas, que trabalham e fazem a  cidade brilhar. E eu gosto muito de vir aqui!

domingo, janeiro 22, 2012

Mostra Padrões

A fotógrafa e pesquisadora Zaida Siqueira viajou mais de 10 anos pelo país à procura de padrões na arte. Segundo ela mesma define, “padrão é um desenho que se repete” e ela procurou saber a origem destes desenhos.

Pensando nisso, buscou uma reflexão entre as formas da natureza e os objetos criados pelo homem. Zaida registrou imagens de comunidades indígenas e mulheres rendeiras e chegou a conclusão de que tudo isto tem à ver com a ligação com o divino. “Imagens aparentemente isoladas, neste trabalho surgem infinitamente relacionadas, como se tivessem sido pensadas, desde a origem, pelo mesmo criador, demonstrando claramente a influência das formas puras, sagradas, no desenvolvimento de ícones culturais, que dão identidade às manifestações e agrupamentos sociais. Maria Lúcia Montes, antropóloga, curadora da mostra e coordenadora do livro. (Podcultura: http://www.podcultura.com.br)

É este o convite que Zaida nos faz. Que tal olharmos para estas obras de arte, contemplando também sua origem, e não somente a arte final? E que tal saber que estes mesmos desenhos, foram concebidos pelos índios, as rendeiras e tantas outras comunidades do nosso país?

A mostra Padrões acontece no  Museu de energia de São Paulo (Alameda Cleveland, 601, Campos Elíseos), sempre à partir das 19. A mostra marca também o lançamento do livro de mesmo nome. Até 2 de fevereiro- R$80,00

Fonte: PodCultura e Repórter Eco(http://tvcultura.cmais.com.br/reportereco/padroes-indios-eco-22-01

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Quem são os Chatos, ops...Eco-chatos?


Será que eu e você podemos ser considerados eco-chatos? O que exatamente querem dizer com isso?

Li esta semana um artigo no site: www.style.greenvana.com, baseado em uma publicação feita por Sami Grover em www.treehugger.com e fiquei bem interessada no assunto, uma vez que, ainda esta semana, também vi no facebook um vídeo à respeito das sacolas ecológicas, made in Vietnam.

Para mim, ter uma vida mais saudável e se preocupar com o planeta onde vivemos e nossas mínimas condições de saúde e sustentabilidade, não nos torna eco-chatos. Porém, todos aqueles que tentam nos convencer de que o estilo de vida que adotaram é o correto e por isso, melhor, são sim, muito chatos. Sejam eles ecologistas ou não.

Na verdade, não importa a escolha de cada um. Acho que hoje em dia, o mais importante é ter assunto e questionar tudo o que é proposto. Você já reparou que quando você tem convicções muito sólidas à respeito de algum assunto, tem sempre alguém pronto pra te questionar e te provar que você está enganado? Com qual finalidade? Nenhuma. Só pra te fazer pensar... Será????

Não gosto destes movimentos, verdes ou não, que só tê o objetivo de encontrar "pêlo em ovo". Acredito na possibilidade de termos um mundo melhor, sim. E acredito que nenhum movimento ou causa sejam perfeitos, afinal, somos seres humanos, portanto, não perfeitos. E somos nós que criamos as coisas, não é?

Portanto, realmente não sejamos chatos...aqueles que ficam tentando convencer as pessoas de que nossa verdade é indiscutível. Como diz o artigo que li no site citado, é nossa atitude, nossa maneira de ser e nossa alegria, que fazem com que as pessoas em nossa volta queiram tentar assumir nosso estilo de vida.


segunda-feira, janeiro 02, 2012

Feliz 2012!!!!

Em 2011 não tivemos boas notícias em relação à sustentabilidade, ecologia, índios, biodiversidade, aquecimento global, desmatamento, etc.

Mas eu tive a alegria de iniciar este meu projeto virtual, de tratar destes assuntos com seriedade, levando informação e conhecimento à quem eu puder. Também pude lançar um livro, como co-autora, falando de meio ambiente e o papel das ONGs: Interfaces da Comunicação, Cultura e Educação: um panorama para (re) pensar a realidade.

Espero que 2012 seja um ano muito VERDE para todos nós brasileiros e estrangeiros e que saibamos aproveitar com sabedoria os recursos que nossa mãe natureza e o Planeta Terra têm pra nos ofertar.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Projeto Saúde e Alegria

Descobri, por intermédio de uma amiga, o PSA - Projeto Saúde e Alegria - que atua na Amazônia desde 1987 com projetos de desenvolvimento sustentável. O PSA atende cerca de  30 mil pessoas no Pará, em defesa da terra, dos recursos naturais, na viabilidade social, econômica e ambiental de seus territórios.

Seu foco de atuação está em programas de educação ambiental, educação, cultura, comunicação e saúde. Este é, sem dúvida, um ótimo exemplo de quanto o ser humano é capaz de ter boas iniciativas em pról da humanidade. Nosso rico país merece e precisa de pessoas como estas, que tragam educação e condições mínimas de vida no planeta.

Para saber mais, acesse o link: http://www.saudeealegria.org.br .

segunda-feira, dezembro 12, 2011

A COP17

Você já ouviu falar do COP17?´Traduzindo, é a 17ª Convenção das Partes da Conferência de Mudanças do Clima das Nações Unidas (UNFCCC) que aconteceu neste final de semana, em Durban, na Áfica do Sul, com a participação de 200 paises.

Além da garantia do Protocolo de Quioto - 2013 à 2017, foi garantido o funcionamento do Fundo Verde Clima, bem como criado um novo acordo global de redução de emissões, que entra em vigor após 2020.

Porém, os mais preocupados com as consequências das mudanças no clima são os países em desenvolvimento e mais vulneráveis à mudanças climáticas.

Apesar de concordar que este é um assunto de extrema importância para a humanidade, ainda não consigo entender como podemos voltar nossa atenção para este assunto, quando tantas pessoas estão morrendo de inanição e falta de atendimento médico de qualidade.

Como este é um blog relacionado à meio ambiente, esta é uma questão que muito me interessa, entretanto, não consigo deixar de manifestar minha indignação. Como falar de educação ambiental neste nível de discussão? Quantas vezes saimos de carro e vemos uma pessoa abrir a janela de seu lindo carro importado e jogar o lixo na rua, como casca de banana, garrafas, papel de bala, chiclet, etc?

Ainda estamos precisando de informações básicas que facilitariam, e muito, nossa vida em sociedade. Informações como esta á respeito da COP17, são muito relevantes, mas ainda estão longe de serem prioritárias para a nossa sociedade.

domingo, dezembro 04, 2011

Interfaces da Comunicação


No próximo domingo, dia 11/12/11, haverá o lançamento do livro: Interfaces da Comunicação, Cultura e Educação. Um panorama para (re)pensar a realidade. Sou co-autora deste livro, com o texto: O trabalho das Organizações Não Governamentais e Meios de Comunicação.

Será muito bom vê-los por lá.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Trabalho de divulgação

Se você conhece alguma pessoa ou organização que faça um trabalho de união harmoniosa entre o ser humano e a natureza, me mande como dica. Estou à procura destas pessoas para divulgação no meu blog.

terça-feira, novembro 29, 2011

Exposição "Meu Meio"


Acontece no SESC Interlagos, na zona sul de São Paulo a exposição, “Meu Meio”. O curador da Mostra, Marcello Dantas, em entrevista ao Repórter Eco/ TV Cultura, falou à respeito da exposição : “Meio ambiente é aquilo que existe entre nós, entre eu e você.É cada um de nós, o ar que a gente respira, a água que a gente bebe.É o lugar onde a gente está. Ou seja, tem o sentido de estar desenvolvendo o poder para a pessoa entender que o que está em questão no mundo não é o Meio Ambiente, mas a sua existência dentro desse meio ambiente."

Os grupos podem ser acompanhados de monitores e aprendem que nossas ações do dia a dia podem prejudicar o meio ambiente.

Exposição "Meu Meio"-SESC Interlagos -São Paulo.
Até o dia 29/07/2012
Av. Manuel Alves Soares, 1100 - Cidade Dutra
Cep 04821-270

Manifestações em busca de um novo Código Florestal

foto: Priscila Mendes/ G1
Protestos e balões feitos de material biodegradável marcaram o dia no Congresso Nacional, em Brasília. Além de Ongs e Associações ligadas ao meio ambiente, como o Greenpeace, uma comissão dos manifestantes foi recebida no Palácio do Planalto, com 1,5 milhão de assinaturas, criticando o projeto do novo Código Florestal.

"O projeto mantém o tamanho atual da reserva legal, área de mata nativa que não pode ser derrubada nos imóveis rurais. E não mexe no tamanho das APPs, áreas de preservação permanente, locais frágeis à beira de rios, topos de morros e encostas. Mas reduz a área a ser recuperada pelos produtores rurais que desmataram até julho de 2008. Eles terão que recompor de 15 a 100 metros de mata à beira dos rios para se livrar da multa ambiental. Atualmente, a exigência vai de 30 a 500 metros".

Fizemos um texto que representa a média geral, conseguimos atender, convenientemente, a todos os setores da sociedade e fazer uma lei boa para o país”, diz o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator na Comissão de Agricultura.

O texto do novo Código Florestal, que estava previsto para ser votado ainda esta semana, parece que já foi adiado, uma vez que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) questionou va não só o “atropelo” do regimento interno, mas também a falta de quórum para aprovar a urgência da votação.

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, afirma: “O texto que nós temos até agora está sendo vendido como um grande consenso, e não é consenso. Promove anistia, reduz a proteção e amplia os desmatamentos”.

fonte: sites JN - Jornal Nacional/ Correio do Brasil

O vazamento de óleo na Bacia de Campos

A novela que envolve a empresa Chevron e o vazamento de óleo na bacia de Campos, RJ. É óbvio que estamos falando de um crime ambiental já que a empresa citada não está habilitada para este trabalho de coleta de resíduo. A Chevron está com a licença vencida e está tratando água oleosa, quando só tem permissão para tratar de óleo com água.

Apesar disso, empresa responsável pela vistoria da Chevron, a Contecom, nega a hipótese de vazamento.
A Chevron informou em nota que "a Contecom é uma empresa independente subcontratada pela Brasco, com aprovação da Chevron, para disposição final de resíduos, a qual possui licença de operação pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)".

Os deputados fizeram ainda críticas ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que afirmou na segunda que a Contecom está regularizada. E bla, bla, bla...

Sinceramente, este cenário além de triste, é muto cansativo. O povão, que somos nós, meros expectadores, ficamos assistindo a esta conversa, sendo tratados como ignorantes e paspalhos. Que pena!!!

fonte: UOL

quarta-feira, novembro 16, 2011

Famosos brigam pela preservação das nossas florestas

Atores e atrizes participaram de um vídeo promovido pelo Movimento Gota D'Água, que questiona a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A campanha também convoca os brasileiros a assinar uma petição, que será entregue à presidente Dilma Rousseff, pedindo a interrupção imediata das obras de Belo Monte e o incentivo a políticas alternativas de geração de energia limpas e justas para toda a população brasileira. O resultado desta construção será a destruição de 640 km² da floresta amazônica e milhares de índios e ribeirinhos desabrigados.

O vídeo “Gota d’Água+10”, dirigido por Marcos Prado (produtor de "Tropa de elite"), convida os brasileiros à assinarem uma petição, compartilharem o vídeo com mais dez amigos, como uma forma de disseminar a ideia e fazer com que “as gotas se transformem em uma onda”.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/novembro/movimento-gota-dagua-convoca-artistas-para#ixzz1duVdXZSi

Na mesma linha do documento acima, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, elaborou um abaixo-assinado em favor de um bom Código Florestal. A Câmara dos Deputados aprovou em maio um projeto de lei (PLC 30/2011) que modifica, para pior, o Código Florestal Brasileiro. Agora, cabe ao Senado Federal mudar essa realidade. Para participar, basta acessar, http://www.florestafazadiferenca.org.br/home/. Lá também é possível assistir à um vídeo com vários famosos defendendo a causa, entender melhor o Código Florestal, curtir, compartilhar, etc.

É claro que estes movimentos não são importantes somente porque famosos compraram a causa, mas que isto dá um bom auxilio e faz com que muita gente pense à respeito, isso é inegável.

terça-feira, novembro 15, 2011

Poluição Sonora

Como moro bem perto do aeroporto de Congonhas, convivo com o barulho constante das turbinas, dos helicópteros (tem um heliporto bem perto), dos carros, dos ônibus, dos caminhões e dos vizinhos... Li esta matéria no site do Repóter Eco e achei impressionante como a poluição sonora vem se multiplicando nesta cidade. Além de tudo que citei, tem ainda buzinas, sirenes, e a música alta que - as vezes, invade os calçadões da região central.

Qualidade do sono? A minha e a da minha família é péssima. De acordo com Luis Vicente de Oliveira. Professor de Universidade, fisioterapeuta e especialista em distúrbios do sono, a poluição sonora é uma das grandes vilã da saúde dos paulistanos.

"O excesso de estímulos sonoros e visuais a que estamos expostos durante o dia, principalmente na grande São Paulo vão se manifestar de uma forma extremamente grave, na qualidade do nosso sono e consequentemente um estudo da Organização Mundial de Saúde feito na Europa revela que poluição sonora incapacita as pessoas e leva a mortes prematuras.

Estes podem ser apenas os primeiros efeitos da exposição aos barulhos das metrópoles, ou a qualidade inadequada é causa de doenças cardíacas, hipertensão, arritmias, infarto, acidente vascular cerebral, ganho de peso, a gente a noite secreta leptina para dar saciedade, quem dorme mal tende à obesidade, diabetes, queda da imunidade. Hoje em dia dormir mal corresponde à taxa de mortalidade maior.

Fonte: site Repórter Eco

http://tvcultura.cmais.com.br/reportereco

População de abelhas está diminuindo

A população de abelhas está diminuindo na Europa e nos EUA, em média 30%, ao ano. O uso abusivo de inseticidas nas plantações e o desmatamento que leva à destruição do ambiente das colônias são apontados como principais motivos desta diminuição. O grande risco é perder o serviço ambiental de polinização que as abelhas fazem de graça. Uma das soluções para manter as abelhas por perto é investir na atividade agro florestal, que conserva a mata próxima da lavoura.


sexta-feira, novembro 04, 2011

Johnson&Johnson


Assistindo ao programa Repórter Eco da TV Cultura, no último domingo,31/10, conheci um pouco melhor o trabalho ambiental desenvolvido pela empresa Johnson& Johnson no Brasil. Muito interessante ver preocupação em tornar a empresa o mais ecologicamente correta possível.

Eles usam teto solar e, com isso, economizam energia; tecnologia para reaproveitar o plástico e torná-lo útil, virando impressora novamente;economizam água; reabastecem o rio na região de São José dos Campos e ainda estão tentando diminuir o uso do combustivel utilizado para entrega nos caminhões.

A repórter perguntou se o consumidor leva tudo isso em conta na hora de escolher o produto e a marca na prateleira. Tenho certeza de que se soubessemos de tudo isso, faríamos a escolha certa. O problema é que estas coisas não são amplamente divulgadas e é preciso ter muito interesse no assunto para procurar informação à respeito desta ou daquela empresa.